sábado, 29 de junho de 2024

A educomunicação é uma ponte entre as pessoas e o conhecimento


A Educomunicação é proposta para Educação Integração e para projetos do Mais Educação ou ampliação da jornada escolar. Diversas proposta podem ser implementada a partir do conceito. Radioescola, Cinema, Audiovisual, HQ, Jornal, Agência de Noticias, Fotografia, Blog, Mídias Sociais, Fanzine são linguagens e projetos que podem mobilizar estudantes para uma educação com, para e pela comunicação. Seja na Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio os diversos projetos de educomunicação apoia as aprendizagem e tornam as aulas mais interessantes para os estudante.  Em uma entrevista para o site Centro de Referência de Educação Integral falo sobre o pontencial da Educomunicação na conexão de estudantes e conhecimento. A matéria publicada em 2013 ainda continua tão atualizada como a mais de uma década. 

Ouça a entrevista 

Leia a matéria na integra 

Reportagem Jessica Moreira - Publicado em 04/10/2013

Imagem :  Imagem de freepik

sexta-feira, 28 de junho de 2024

Vale a pena criar um Blog? Descubra o potencial pedagógico desta ferramenta

Muito popular no início dos anos 2000, o blog foi uma das primeiras ferramentas online de criação de conteúdo. Embora tenha sido um pouco esquecido diante do avanço das redes sociais, ele permanece atual e pode se tornar um excelente aliado no processo de ensino e aprendizagem. 

Para entender se vale a pena construir um blog com os alunos, é importante conhecer um pouco mais sobre a ferramenta. O blog é um espaço destinado à produção de conteúdo com linguagem simples e objetiva, normalmente em texto, mas também é compatível com mídias como fotos, vídeos e áudios. Publicados com frequência, esses conteúdos são facilmente divulgados nas redes sociais, ampliando seu alcance e criando uma audiência cativa.

No contexto educacional, ele pode ser utilizado de várias maneiras: desde um espaço de expressão dos gostos pessoais dos estudantes, abrangendo temas como jogos, música e cinema, entre outros, até um ambiente virtual de disseminação do conhecimento e elaboração de conteúdo pedagógico, em diálogo com as disciplinas. Além disso, ele pode ser utilizado para comunicar as atividades da escola para além de suas instalações, alcançando as famílias e a comunidade ao redor.

Blog escolar: coletivo e colaborativo

Carlos Lima, coordenador do Núcleo de Educomunicação da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, é um dos educadores que reconhece o potencial pedagógico do blog. “Para a escola, a ferramenta pode ser um espaço de compartilhar informações de forma rápida e sem a necessidade de inscrição. Além disso, é um ambiente de prática de escrita, uma habilidade fundamental, e também um meio de expressão para os estudantes, facilitando a conexão com a comunidade”, afirma.

Na sala de aula, os professores podem usar essa ferramenta para estimular a produção escrita e as habilidades de comunicação dos estudantes, relacionando as postagens com os conteúdos disciplinares. “O blog escolar é um trabalho coletivo. O educador atuará como mediador nesse processo, e os estudantes devem ter autonomia para apresentar, discutir suas ideias em conjunto e, então, produzir esse material, que se torna um grande Jornal Mural digital e dinâmico da escola”, explica Lima.

Carlos Lima também é educador e fundador do projeto Imprensa Jovem, iniciativa da prefeitura de São Paulo que criou uma agência de notícias escolar, com produção de conteúdos pelos estudantes. Em 2006, o projeto iniciou o trabalho com blogs e, neste ano, retomará a produção de conteúdo para as seguintes páginas: Blogando nas ondas do rádio, Imprensa Jovem no ar e Imprensa Jovem 10.

Ocupar espaço e passar mensagem

Para explorar o potencial pedagógico do blog, é interessante dividir a turma em subgrupos, que, semanalmente (ou em uma frequência coletivamente determinada), ficarão responsáveis pela produção de conteúdo sobre diferentes temas e formatos de mídia. A ideia é que o blog represente a diversidade do ambiente escolar – e se transforme em um grande espaço de conexão entre seus colaboradores. 

“Esse canal de comunicação deve valorizar o diálogo social que respeita o público e orienta os estudantes a produzir conteúdo para o coletivo”, defende o educador. E Carlos vai além: “O conteúdo e os recursos digitais produzidos pelos estudantes não são apenas formas de expressão, mas também uma maneira de ocupar o espaço, deixando marcas na internet. Atualmente, é essencial ensinar os estudantes a usar as tecnologias de informação para transmitir suas mensagens, e os blogs desempenham um papel crucial nesse processo.”

Dicas para começar um blog

Para apoiar escolas e educadores que têm interesse em utilizar a ferramenta como prática pedagógica, reunimos a seguir algumas dicas para iniciar essa jornada:

1. Refletir sobre o propósito do blog: por que ele é necessário, que tipo de conteúdo será postado, qual será a linguagem e quem é o público-alvo; 

2. Testar as melhores ferramentas: existem vários publicadores de blog gratuitos, como Wix e WordPress, mas Carlos Lima indica a plataforma Blogger, que é conectada ao Google e oferece integração com uma série de ferramentas para facilitar o seu uso, como Google Drive e Google Docs, otimizando o trabalho colaborativo; 

3. Promover discussões e reuniões de pauta: a troca de ideias sobre os temas abordados no blog pode ser um dos momentos pedagógicos mais enriquecedores desse processo. A plataforma Jamboard é um quadro interativo virtual que pode auxiliar nas discussões;

4. Dividir os estudantes em subgrupos: ao revezar entre as atividades e funções por trás da atualização do blog, é possível democratizar o acesso aos diversos formatos de produção de mídia; 

Publicado em 29/08/2023 | por: Vivescer Publicado em 29/08/2023 

Imagem :  Imagem de rawpixel.com no Freepik

quinta-feira, 27 de junho de 2024

Ideias para Produção de um Vídeo Curto sobre Projeto

Se você tem 80 segundos para apresentar sua ideia, o que contaria de mais importante para encantar as pessoas? Se fosse ao vivo, seria praticamente um pitch de elevador. No entanto, o desafio é contar o seu projeto em um vídeo. A vantagem do vídeo é a possibilidade de edição, mas para que tudo se encaixe bem, é necessário um bom roteiro que ajude a contar a sua ideia de forma eficaz.

Começando do começo

Vamos lá! Seu projeto tem uma razão de ser. Portanto, é preciso contextualizar o assunto principal que o envolve.

Se o seu projeto é uma horta, você pode iniciar falando sobre o problema da alimentação no mundo e, em seguida, apresentar a horta como uma solução.

Estruturando a apresentação

1. Introdução ao Problema:Comece destacando o problema que seu projeto visa resolver. Isso ajuda a contextualizar e a prender a atenção do público.  

2. Apresentação do Projeto: Mostre como seu projeto funciona. No caso da horta, desenhe literalmente o projeto ou use imagens que ajudem o espectador a criar uma imagem mental de como é a horta e como ela opera.

3. Motivação:Explique por que você desenvolveu o projeto e quais são os pontos fortes dele. 

4. Implementação: Detalhe como você colocou o projeto em prática. Fale sobre os recursos utilizados, quem participa e os passos que foram tomados. Isso ajuda a mostrar a viabilidade do projeto.

5. Chamada para Ação: Após explicar o projeto, convide as pessoas a se conectarem com ele. Pode ser um convite para visitar um site, seguir nas redes sociais, ou entrar em contato por e-mail.

Necessidades para a apresentação audiovisual

Para estruturar a apresentação do projeto em formato audiovisual, você precisará de:

1. Roteiro: Fundamental para organizar a apresentação de forma coesa.

2. Captação de Imagens de Apoio: Imagens que contextualizem o projeto são essenciais.

3. Editor de Vídeo: Sugiro o CapCut, mas há vários editores gratuitos e bons disponíveis.

Dicas para filmagem

1. Iluminação: Filme durante o dia para garantir uma boa qualidade de imagem.

2. Estabilidade: Use um suporte para o celular para garantir uma filmagem estável.

3. Áudio: Use fones de ouvido ou outro celular para captar o áudio de forma clara.

Com essas ideias em mente, organize como deseja falar para o público e, com a câmera, registre o que há de mais bonito e interessante no seu projeto. Um bom roteiro e uma boa produção são essenciais para criar um vídeo que realmente encante e informe.


Por Carlos Lima - Professor e educomunicador 

terça-feira, 25 de junho de 2024

O que é preciso para criar uma agência de noticias estudantil


A comunidade escolar é um território de interações humanas, onde a comunicação atua como uma corrente, conectando estudantes, professores, escola e comunidade. Informações e conhecimentos fluem por essa corrente, mas, muitas vezes, ela parece frágil, como se fosse feita de papel. A comunicação é frágil devido à falta de diálogo entre os membros da comunidade escolar e à inadequação dos canais de comunicação. A falta de compreensão do público-alvo transforma a comunicação em um "telefone sem fio", onde a essência da informação se perde ou não atinge o público desejado.

Para superar esses desafios, precisamos criar correntes de comunicação fortes e resistentes, que todos compreendam e nas quais todos se sintam incluídos. A criação de uma agência de notícias estudantil é uma estratégia eficaz para construir uma relação mais efetiva e afetiva com a informação. Efetiva porque atinge o público-alvo e afetiva porque ressoa emocionalmente, estimulando reflexão.

A linguagem simples e acessível, desenvolvida com a participação dos estudantes na criação de conteúdos midiáticos, é essencial. Mesmo quando a escola produz conteúdos para diferentes públicos (famílias, professores, comunidade em geral), a agência de notícias estudantil pode garantir que esses conteúdos sejam filtrados e tratados pelos estudantes, aplicando linguagens contemporâneas e sofisticadas de comunicação, nas quais os jovens têm grande domínio.

Primeiros Passos para Criar uma Agência de Notícias Estudantil

1. Planejamento do Projeto: Encare a iniciativa como um projeto formal.

2. Formação do Grupo: Reúna um grupo de estudantes interessados em criar conteúdos que alinhem interesses dos estudantes e da comunidade.

3. Mediação e Coordenação: Convide um professor para mediar e coordenar o processo de criação dos conteúdos.

4. Validação da Proposta: Apresente a proposta ao Conselho Escolar para validação.


Estrutura e Recursos Necessários

- Mediação Qualitativa: Formação básica em educomunicação é essencial para compreender o funcionamento de uma agência de notícias.

- Educomunicação: Apropriar-se dos princípios da educomunicação e dos processos pedagógicos do projeto é vital.

- Grade de Programação: Organize uma programação que inclua práticas de formação dos participantes e produção de mídia pelos estudantes.

- Canais de Comunicação: Estabeleça um canal de comunicação acessível à comunidade, como redes sociais, blogs, jornais, YouTube ou TikTok.

- Recursos de Produção: Utilize ambientes apropriados e recursos como laboratórios de informática, câmeras, gravadores de áudio e celulares para facilitar a captação e produção de conteúdos.


Impacto do Projeto

A criação de uma agência de notícias estudantil impacta significativamente a comunicação entre a escola e a comunidade, estabelecendo um fluxo de informações que conecta todos os membros da comunidade escolar. Todos ficam informados e envolvidos.

Para mais informações, acesse o site do Núcleo de Educomunicação.

Por Carlos Lima - Professor e Educomunicador

Foto: Projeto Imprensa Jovem EMEF Josué de Castro

domingo, 23 de junho de 2024

A força das vozes dos estudantes nos eventos de Educação

Participei do Festival Led Educação um evento que premiou iniciativas em Educação desenvolvidas em várias partes do país. Trouxe diversas debates, palestras e organizações para o Museu do Amanhã um dos cartões postais do Rio de Janeiro.  Tive a oportunidade de participar como palestrante para falar sobre o Imprensa Jovem, programa educacional da cidade de São Paulo. 

O que me chamou mais  atenção foi ouvir as vozes dos jovens. Foi potente e encatadora quando ele  e elas de apresentaram no Espaço Ashoka que foi lotando a medida que os jovens de escolas públicas dos projetos Andar, Radio Escola (Rio), Agência de Notícias (Bahia) e Imprensa Jovem (São Paulo),  entoavam suas reflexões e questionamentos. Foi verdadeiramente uma partilha ao modo Bem Viver dos Maias 

Encantado com a experiência, fiquei me perguntando porque em congressos, seminários e rodas de conversas não podemos ter os jovens participando ativamente? Talvez deveriamos organizar festivais que abriguem a potência das suas vozes.  Há uma empatia genuína no que eles dizem e na forma como se expressam. Suas percepções são capazes de ampliar discussões e reflexões sobre qualquer tema.

Tereza Farias do MEC conversa com estudantes dos projetos de Agência de Notícias

Antes da nossa participação, crianças e adolescentes entrevistaram uma representante do MEC, com perguntas incríveis. Eles introduziam suas questões trazendo problemas do cotidiano, sugerindo soluções e fazendo questionamentos relevantes. Esses jovens eram parte de projetos de agências de notícias, como a Imprensa Jovem, vindos de diversas regiões do Brasil. 

Espaço Ashoka lotado enquanto meninas e meninas davam aula com  suas reflexões 

Se havia alguma dúvida sobre a competência dos estudantes em fazer demandas e participar de grandes discussões sobre educação, isso ficou claro. Eles demonstraram que as discussões mais importantes podem e devem passar pelo crivo das suas perspectivas. 

Estudante Pedro Borges do Imprensa Jovem e sua reflexão sobre Educação


Produzido por Carlos Lima - Professor e educomunicador 

Fotos: Arquivo pessoal  Carlos Lima

terça-feira, 18 de junho de 2024

Um presente ter minha história contada por jovens do Intercultural News

Durante nossas andanças e no compartilhamento de ideias para promover a Educomunicação, encontramos projetos incríveis e pessoas sensacionais que nos inspiram e encantam. Em uma experiência no Rio de Janeiro, conhecemos o Intercultural News, um projeto extraordinário de Educacão com Midias parecido com Imprensa Jovem. Esse projeto, liderado por adolescentes, criou um canal de comunicação dentro da escola para interagir com a comunidade escolar.

Tive a honra de ser entrevistado pelas talentosas estudantes Letícia Vieira e Sarah Sena, com a matéria redigida por Ana Lívia Brum. Elas foram diretas e precisas nas perguntas, permitindo-me falar sobre a importância do Imprensa Jovem para os estudantes de São Paulo. Além disso, a matéria incluiu uma entrevista com meu amigo e xará, Carlos Alberto, da SECOM da Presidência da República. Ele é um entusiasta  da participação dos jovens  repórteres no G20 e até lançou o K20, Kids 20 que identifica a participação de crianças e adolescentes no G20 por meio da Comunicação.

Convido para a leitura dessa matéria para conhecer a trajetória não apenas de um, mas de dois Carlos Alberto, ambos com histórias inspiradoras e marcantes.

https://www.interculturalnews.com.br/2024/06/imprensa-jovem-e-atuacao-dos-mais-novos.html?m=1

Por Carlos Lima: Professor e Educomunicador 




segunda-feira, 17 de junho de 2024

A importância de ensinar e educar o uso do celular nas escolas


O que você, seu filho ou filha, e seus parentes mais velhos usam no cotidiano: computador ou celular? É bem possível que a resposta seja celular. No dia a dia, quase tudo se realiza pelo celular. Mesmo em tarefas que costumavam ser mais confortáveis no computador, como escrever um texto, o celular encontrou soluções, como o uso de leitores de voz para enviar mensagens no WhatsApp.

Poucas pessoas possuem um computador, seja desktop ou notebook, mas quase todas as casas têm pelo menos um celular. Adquirir um computador com performance básica pode custar o equivalente a um celular sofisticado, que oferece bons recursos para aplicativos, câmera, acesso à internet, além de ser fácil de transportar e usar em situações de lazer, trabalho e estudo.

Quando pensamos em estudo, o cenário pode e deve incluir o celular. Recentemente, conversei com uma professora de uma escola de educação de jovens e adultos sobre o que os estudantes realizam no laboratório cheio de computadores. Ela me disse: "Aqui, os estudantes fazem pesquisas e escrevem no Word". Então, perguntei se poderíamos oferecer uma aula sobre o uso de aplicativos de celular para criar programas de rádio com histórias de vida dos próprios alunos. A resposta foi surpreendente: "Como, professor? Não usamos celulares no laboratório, só computadores".

Isso me fez refletir sobre por que os adultos não poderiam usar as aulas de informática para aprender tecnologias mais coerentes com seu uso cotidiano. Afinal, todos têm celular, mas muitos não sabem utilizar diversos recursos que poderiam incluí-los socialmente e proporcionar autonomia na resolução de problemas do dia a dia.

Propus à professora espelhar meu celular para ensinar os estudantes a usar um aplicativo simples para criar programas de rádio. Primeiro, ensinaria a usar o WhatsApp para gravações e, depois, o aplicativo Podcaster para elaborar um programa mais sofisticado. Para isso, utilizaria um app chamado Screencast para explicar as funções necessárias para produzir seus programas no próprio celular. Em seguida, os estudantes poderiam socializar suas produções em grupos do WhatsApp.

A riqueza dessa atividade está na possibilidade de os estudantes alcançarem sucesso a partir de seu próprio conhecimento de mundo. Quando ensinamos tecnologia ou qualquer outro assunto, precisamos ter empatia, escutar e entender quem são as pessoas que estamos atendendo nas escolas. Tornar a aprendizagem complicada afasta as pessoas do aprendizado.

Essa experiência, apesar de descrita no contexto de educação de adultos, pode ser igualmente eficaz para crianças e adolescentes. Ensinar o uso do celular de forma educativa pode prepará-los melhor para o futuro, oferecendo ferramentas que utilizam diariamente de forma mais consciente e produtiva.

Em resumo, incluir o ensino do uso do celular nas escolas pode transformar a forma como vemos a educação tecnológica, tornando-a mais acessível e relevante para todos os alunos.

Por Carlos Lima - Professor e educomunicador


Imagem: Imagem de freepik

Seu projeto de Educomunicação está saudável?

Assim como o corpo humano, um projeto de Educomunicação pode apresentar sinais de saúde — ou algumas patologias. Um projeto saudável promove...