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quinta-feira, 18 de junho de 2026

Educomunicador contribui com debate nacional sobre Cultura Cidadã, Educação e Democracia

 

O educomunicador e coordenador do Núcleo de Educomunicação da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, Carlos Lima, participou como especialista do Fórum “Cultura Cidadã e Políticas Públicas”, realizado nos dias 11 e 12 de março de 2026. O encontro reuniu representantes de instituições de referência nacional, pesquisadores, educadores, gestores públicos e especialistas em comunicação para discutir estratégias de fortalecimento da cidadania, da democracia e da educação política entre adolescentes.

Promovido em parceria entre a Secretaria de Monitoramento e Avaliação de Políticas Públicas do Ministério do Planejamento e Orçamento e a Fundação Roberto Marinho, o projeto tem como objetivo produzir conteúdos educativos que estimulem a reflexão sobre políticas públicas, o pensamento crítico, o combate à desinformação e a participação democrática de estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental.


Documento gerado a partir do Fórum

Educomunicação como estratégia de participação cidadã

Durante os debates do segundo dia do Fórum, Carlos Lima destacou a importância da formação de professores para o fortalecimento da participação estudantil e da alfabetização midiática nas escolas. Em sua intervenção, ressaltou que o engajamento dos estudantes passa necessariamente pela capacidade dos educadores compreenderem as novas formas de comunicação e os interesses das juventudes.

“O engajamento passa também pela formação de professores. O professor precisa entender os estudantes, não apenas o conteúdo.”

A fala reforça uma das principais diretrizes do trabalho desenvolvido pelo Programa Imprensa Jovem e pelas ações de Educomunicação na Rede Municipal de Ensino de São Paulo: promover ambientes de aprendizagem mais participativos, democráticos e conectados às realidades dos estudantes.

Educação midiática e uso consciente das tecnologias

Outro ponto relevante apresentado por Carlos Lima foi a necessidade de superar visões restritivas sobre o uso das tecnologias digitais na escola. Segundo ele, a simples proibição da internet não contribui para a formação crítica dos estudantes.

“O problema da proibição da Internet é que, ao invés de educar para uso, diminui-se a potência destas tecnologias na escola. A formação continuada de professores resolve bem. Diminui o preconceito pedagógico.”

A contribuição dialoga diretamente com os desafios contemporâneos relacionados à desinformação, à inteligência artificial e ao uso das redes sociais, temas amplamente discutidos durante o Fórum.

Referência nacional em Educomunicação

Reconhecido nacionalmente pelo trabalho desenvolvido à frente do Programa Imprensa Jovem, Carlos Lima levou ao debate a experiência acumulada ao longo de mais de duas décadas na implementação de políticas públicas de Educação Midiática e Educomunicação. Sua participação reforçou a importância de inserir a comunicação, o protagonismo juvenil e a leitura crítica das mídias como elementos centrais para a formação cidadã.

As contribuições apresentadas no Fórum evidenciaram que o fortalecimento da democracia passa pela escuta ativa dos estudantes, pela valorização de suas experiências e pela formação contínua dos educadores, criando condições para que as escolas sejam espaços de diálogo, participação e construção coletiva do conhecimento.

A presença de Carlos Lima entre especialistas de instituições como UNESCO, MEC, NIC.br, Politize!, Instituto Palavra Aberta, Fundação Roberto Marinho e diversas organizações da sociedade civil demonstra o reconhecimento da Educomunicação como uma estratégia fundamental para a promoção da cidadania, da cultura democrática e da participação das juventudes na construção de políticas públicas.

segunda-feira, 15 de setembro de 2025

Democracia e Juventudes


O Dia Internacional da Democracia, é celebrado em 15 de setembro desde a sua proclamação em 2007 pela Assembleia Geral das Nações Unidas. É um chamado global para reconhecer a democracia como um processo, que exige participação ativa da comunidade internacional, governos, sociedade civil e, sobretudo, dos indivíduos. A proposta da ONU é clara: tornar o ideal democrático uma realidade para todos, em qualquer lugar, como garantia de igualdade, segurança e desenvolvimento humano.

No entanto, vivemos tempos de incerteza. A ascensão de movimentos de extrema direita que encontram cada vez mais ressonância entre adolescentes e jovens em diversas partes do mundo. Esse fenômeno mostra que a democracia está em risco – e mais do que isso, revela que está sendo apropriada por discursos que seduzem parte da juventude.

Uma democracia que não escuta suas juventudes é uma falácia. Os jovens precisam de espaço de fala, de reconhecimento e de diálogo. Não são poucos os que tentam ecoar suas vozes e muitas vezes são mal interpretados ou silenciados. Greta Thunberg, Malala Yousafzai, Txai Suruí e Nupol Kiazolu são exemplos de jovens lideranças que se tornaram pontes para defender direitos, justiça social, o meio ambiente e a cultura de paz. A juventude  tem uma força descomunal. Quand o mobilizada, é capaz de abalar estruturas e questionar o status quo. Foi assim na Primavera Árabe, no movimento Black Lives Matter nos Estados Unidos, no Movimento Passe Livre no Brasil e, mais recentemente, na mobilização política da Geração Z no Nepal.

Ainda assim, há um risco latente: discursos embalados sob o rótulo da “liberdade de expressão” que, no fundo, escondem uma lógica de manipulação e intolerância. São como bombas prestes a explodir no coração da democracia. É preciso lembrar que democracia não se resume à liberdade; ela é também ética, cidadania, respeito e construção coletiva.

Esses valores estão presentes na BNCC como competências essenciais a serem desenvolvidas na escola. É nesse espaço que se aprende a viver a democracia, exercitando escuta, diálogo, respeito à diversidade e participação social. No entanto, propor práticas pedagógicas democráticas muitas vezes gera resistência: são acusadas de serem “progressistas demais”, enquanto posturas conservadoras acabam por restringir o potencial transformador da educação.

O Dia Internacional da Democracia não pode ser reduzido a uma data comemorativa. Deve ser encarado como um convite à reflexão crítica e, principalmente, como uma oportunidade para que as escolas promovam discussões pedagógicas que ajudem a formar cidadãos capazes de compreender, defender e reinventar a democracia em seus múltiplos sentidos.

Por Carlos Lima -Educomunicador e professor 

Foto : Unesco- Totens que conversam sobre histórias pela paz. Acervo pessoal.


Quando a Educomunicação também pode ter níveis de aprendizagem?

  Outro dia, durante uma aula de língua estrangeira, ouvi o professor apresentar os níveis de proficiência: B1, B2, C1, C2. A ideia é simple...