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sábado, 22 de fevereiro de 2025

Como validar minha ação educomunicativa na escola? Preciso criar um projeto ?


Na Rede Municipal de Ensino de São Paulo, as unidades educacionais podem desenvolver projetos e aulas de Educomunicação para estudantes da Educação Infantil ao Ensino Médio. No entanto, para garantir a efetividade dessas ações, é essencial validá-las dentro das normativas da rede. Existem quatro principais estratégias para desenvolver a Educomunicação na escola. Vamos apresentar cada uma delas e explicar como formalizar sua implantação.

Ampliação da Jornada Escolar

Uma das possibilidades para inserir a Educomunicação na escola é por meio do projeto Mais Educação São Paulo, que permite aos estudantes chegarem mais cedo ou saírem mais tarde para realizar atividades ligadas às linguagens midiáticas. Para isso, o professor deve elaborar um projeto pedagógico detalhado contendo:

  • Título
  • Justificativa
  • Objetivos
  • Metodologia
  • Recursos
  • Avaliação
  • Nome dos estudantes participantes (mínimo de 20 estudantes)
  • Cronograma
  • Bibliografia

Esse documento deve ser submetido à gestão escolar para análise e aprovação, garantindo sua inserção dentro das possibilidades de ampliação da jornada escolar.  Falamos a Educomunicação na crônica educomunicativa:

"Manual para elaborar projetos de Educomunicação: Passo a passo e orientações" acesse

Complementação da Jornada

Essa modalidade é específica para os Professores Orientadores de Educação Digital (POEDs) e segue um processo semelhante ao da Ampliação da Jornada. O POED deve elaborar um projeto sistematizado e detalhado, como no Mais Educação, e submetê-lo à direção da escola.

Diferentemente da ampliação, o projeto de complementação da jornada tem como objetivo cumprir a carga horária mínima obrigatória do POED na escola. O professor pode desenvolver duas propostas simultaneamente: uma para complementar a jornada e outra para ampliação.

Aulas na Educação Integral

Na Educação Integral (acesse), as atividades educomunicativas são inseridas diretamente na matriz curricular, atendendo a todos os estudantes de uma ou mais salas.

Para formalizar a Educomunicação nessa modalidade, o primeiro passo é a atribuição das aulas aos professores dentro do Território Comunicacional: Oralidade e Novas Linguagens. Após a atribuição, o professor deve elaborar um projeto no documento específico chamado Anexo IV (acesse), que inclui:

  • Descrição do projeto
  • Objetivos e metodologia
  • Relação com os Saberes da Matriz Curricular da Cidade
  • Estratégias de avaliação

Esse documento deve ser encaminhado à coordenação pedagógica para validação. Falamos a Educomunicação na crônica educomunicativa:

"Educomunicação na Educação Integral" acesse

Itinerário Formativo do Ensino Médio

No Ensino Médio, a Educomunicação pode ser desenvolvida dentro dos Itinerários Formativos, que preveem aulas específicas para o enriquecimento curricular, especialmente na área de Linguagens e Comunicação.

Diferente das modalidades anteriores, os professores não precisam elaborar projetos ou Anexo IV . Para a formalização, basta que o professor elabore um Plano de Trabalho, que detalha os conteúdos, objetivos e metodologias a serem utilizados nas aulas. Falamos a Educomunicação na crônica educomunicativa:

"Educomunicação no Ensino Médio"  acesse

Independente da modalidade escolhida, a Educomunicação deve ser estruturada com um planejamento bem definido, garantindo que as atividades tenham intencionalidade pedagógica e estejam alinhadas às diretrizes da Rede Municipal de Ensino de São Paulo. Ao seguir os procedimentos de validação, as ações educomunicativas passam a ser reconhecidas e incorporadas de forma estruturada na escola, fortalecendo a Educomunicação como ferramenta essencial para a formação crítica e criativa dos estudantes.

Por Carlos Lima - Professor e Educomunicador

Imagem : Onézio Cruz

domingo, 9 de fevereiro de 2025

A Educomunicação no Ensino Médio

 


As linguagens de comunicação e suas tecnologias estão profundamente integradas ao cotidiano dos adolescentes. Seja como usuários ou produtores de mídia, as oportunidades para aprender e desenvolver conhecimento são inúmeras. Parte considerável do aprendizado dos jovens hoje ocorre por meio de conteúdos disponíveis em canais virtuais, como redes sociais, sites e acervos digitais.

Entretanto, navegar nesse vasto e acessível universo de informações exige preparo. É fundamental que o conteúdo seja analisado de forma crítica, especialmente diante do crescimento da desinformação, das fake news, dos discursos de ódio e de conteúdos prejudiciais que circulam livremente.

No papel de criadores de conteúdo, os adolescentes têm a chance de exercitar sua criatividade, expressar ideias e produzir materiais que promovam intervenções sociais positivas em suas comunidades. Além disso, criar conteúdos também é uma oportunidade para aprender sobre os diversos temas que permeiam a sociedade em que vivem.

Os projetos do Programa Imprensa Jovem oferecem um espaço único para estimular a leitura crítica e a produção de mídias pelos estudantes. Essa iniciativa pode ser expandida para o Ensino Médio por meio da unidade de percurso "De Olho nas Redes: Investigação e Intervenção", que já demonstrou grande potencial de aprendizagem.

Um exemplo bem-sucedido é a experiência desenvolvida na EMEFM Darcy Ribeiro. Os estudantes participaram de uma imersão nas atividades da Agência de Notícias Imprensa Jovem e criaram podcasts abordando os malefícios do uso de vape e narguilé entre jovens, entrevistando médicos do Hospital das Clínicas.

Outra experiência relevante ocorreu na EMEFM Rubens Paiva, onde os estudantes produziram conteúdos para redes sociais, realizaram reportagens para o quadro "Imprensa Jovem no Ar", da TV Cultura, e participaram de coberturas jornalísticas de eventos na cidade.

Essas vivências comprovam o impacto positivo na formação dos estudantes do Ensino Médio. A unidade de percurso pode abrigar o Programa Imprensa Jovem, promovendo o desenvolvimento de diversas linguagens atreladas ao diálogo interdisciplinar com diferentes áreas do conhecimento. Entre as possibilidades, destacam-se projetos de jornalismo, produção audiovisual, comunicação social, entre outros.

A Educomunicação, quando integrada ao currículo do Ensino Médio, não apenas enriquece o aprendizado, mas também prepara os adolescentes para se tornarem cidadãos críticos, criativos e atuantes na sociedade.

Desenvolvendo a Educomunicação no Ensino Médio

1. Frequência das aulas

  • Realizar 2 aulas semanais para garantir a continuidade e aprofundamento das atividades.

2. Recursos necessários

  • Equipamentos audiovisuais (câmeras, microfones, gravadores, entre outros);
  • Acesso à internet para pesquisa e veiculação de conteúdos;
  • Kit multimídia para suporte nas produções.

3. Formação docente e discente

  • Acessar o conteúdo formativo "Desenvolvendo a Educomunicação no Ensino Médio – Formação Imprensa Jovem", disponível no Google Sala de Aula. Entre em contato

4. Canal de comunicação

  • Criar e gerenciar um canal de comunicação (blog, redes sociais ou podcast) para a veiculação das produções dos estudantes.

5. Imersão prática

  • Promover atividades que simulem ou envolvam práticas jornalísticas reais, como entrevistas, coberturas de eventos e produção de reportagens.

6. Duração e aprofundamento

  • Planejar as atividades com duração de 1 ano, com possibilidade de aprofundamento em módulos formativos específicos nos anos seguintes.

 

Acesse as produções das escolas e ambiente de formação

Podconversar: Pod ou não pode? Vape e Narguilé qual o limite



Programas Imprensa Jovem no Ar  Acesse

Campanha Imprensa Jovem  Acesse

Revista Imprensa Jovem Acesse


Bibliografia

NOVO ENSINO MÉDIO – ITINERÁRIOS FORMATIVOS - Acesse

LIVRO: Educomunicação: o conceito, o profissional, a aplicação: Contribuições para a reforma do Ensino Médio – Ismar de Oliveira Soares (Disponível na escola)

 

Por Carlos Lima: Educomunicador e Professor

Imagem:  Registro da oficina de Educomunicação para os estudantes do Programa Jovem Repórter do Escola Intercultural Brasil - México  do Programa Jovem Repórter do estado do Rio de Janeiro (acesse)

 

 

 

 

 

 

Quando a Educomunicação também pode ter níveis de aprendizagem?

  Outro dia, durante uma aula de língua estrangeira, ouvi o professor apresentar os níveis de proficiência: B1, B2, C1, C2. A ideia é simple...