O educomunicador e coordenador do Núcleo de Educomunicação da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, Carlos Lima, participou como especialista do Fórum “Cultura Cidadã e Políticas Públicas”, realizado nos dias 11 e 12 de março de 2026. O encontro reuniu representantes de instituições de referência nacional, pesquisadores, educadores, gestores públicos e especialistas em comunicação para discutir estratégias de fortalecimento da cidadania, da democracia e da educação política entre adolescentes.
Promovido em parceria entre a Secretaria de Monitoramento e Avaliação de Políticas Públicas do Ministério do Planejamento e Orçamento e a Fundação Roberto Marinho, o projeto tem como objetivo produzir conteúdos educativos que estimulem a reflexão sobre políticas públicas, o pensamento crítico, o combate à desinformação e a participação democrática de estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental.
Documento gerado a partir do Fórum
Educomunicação como estratégia de participação cidadã
Durante os debates do segundo dia do Fórum, Carlos Lima destacou a importância da formação de professores para o fortalecimento da participação estudantil e da alfabetização midiática nas escolas. Em sua intervenção, ressaltou que o engajamento dos estudantes passa necessariamente pela capacidade dos educadores compreenderem as novas formas de comunicação e os interesses das juventudes.
“O engajamento passa também pela formação de professores. O professor precisa entender os estudantes, não apenas o conteúdo.”
A fala reforça uma das principais diretrizes do trabalho desenvolvido pelo Programa Imprensa Jovem e pelas ações de Educomunicação na Rede Municipal de Ensino de São Paulo: promover ambientes de aprendizagem mais participativos, democráticos e conectados às realidades dos estudantes.
Educação midiática e uso consciente das tecnologias
Outro ponto relevante apresentado por Carlos Lima foi a necessidade de superar visões restritivas sobre o uso das tecnologias digitais na escola. Segundo ele, a simples proibição da internet não contribui para a formação crítica dos estudantes.
“O problema da proibição da Internet é que, ao invés de educar para uso, diminui-se a potência destas tecnologias na escola. A formação continuada de professores resolve bem. Diminui o preconceito pedagógico.”
A contribuição dialoga diretamente com os desafios contemporâneos relacionados à desinformação, à inteligência artificial e ao uso das redes sociais, temas amplamente discutidos durante o Fórum.
Referência nacional em Educomunicação
Reconhecido nacionalmente pelo trabalho desenvolvido à frente do Programa Imprensa Jovem, Carlos Lima levou ao debate a experiência acumulada ao longo de mais de duas décadas na implementação de políticas públicas de Educação Midiática e Educomunicação. Sua participação reforçou a importância de inserir a comunicação, o protagonismo juvenil e a leitura crítica das mídias como elementos centrais para a formação cidadã.
As contribuições apresentadas no Fórum evidenciaram que o fortalecimento da democracia passa pela escuta ativa dos estudantes, pela valorização de suas experiências e pela formação contínua dos educadores, criando condições para que as escolas sejam espaços de diálogo, participação e construção coletiva do conhecimento.
A presença de Carlos Lima entre especialistas de instituições como UNESCO, MEC, NIC.br, Politize!, Instituto Palavra Aberta, Fundação Roberto Marinho e diversas organizações da sociedade civil demonstra o reconhecimento da Educomunicação como uma estratégia fundamental para a promoção da cidadania, da cultura democrática e da participação das juventudes na construção de políticas públicas.
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