sábado, 3 de janeiro de 2026

O certo não é vencer uma guerra. O certo é não ter guerra.


Uma nova guerra parece anunciar-se logo no quintal de onde é uma referência de território  pacífico do mundo. A América do Sul amanhece sob a sombra de ataques justamente após a virada de ano em que ainda se depositavam esperança para mundo mais pacífico em 2026. A sensação é de que a história insiste em se repetir, sempre à revelia dos povos que habitam nas regiões de conflitos.

Gaza  escancarou o preço cruel da intolerância. Um povo inteiro transformado em escudo humano, esmagado por interesses que não o representam. O que se impõe não é o diálogo, mas a força — uma força suspensa sobre vidas civis, somada a interesses obscuros, quase sobrenaturais, capazes de eliminar opositores sem qualquer consideração pelas crianças, famílias e comunidades que nada têm a ver com ódios geopolíticos ou disputas de poder.

Na Ucrânia, a guerra segue normalizada, enquanto o mundo se acostuma com o inaceitável. O multilateralismo — esse pacto civilizatório que deveria integrar diplomacia, direitos dos povos e mediação internacional — vai sendo rasgado, ou pior, picotado lentamente, sem grande comoção. Já não se fala em bom senso, mas em interesses. Não em vidas, mas em territórios, rotas, influência e poder.

Não precisamos de mais uma guerra no mundo. Uma guerra em qualquer lugar desestabiliza regiões inteiras, gera ondas de sofrimento, deslocamentos forçados, fome e pobreza.  Não existe guerra justa quando civis pagam o preço. Não existe “lado certo” quando o resultado é morte, destruição e o esvaziamento da humanidade.

O certo não é vencer uma guerra.
O certo é não ter guerra.

Diante de um mundo que parece flertar novamente com o colapso ético, é urgente reafirmar valores simples e profundos: diálogo, diplomacia, democracia,  respeito aos povos e à vida. A paz não pode ser tratada como ingenuidade. Ela é, hoje, o maior ato de coragem política e humana que nos resta.

Minha solidariedade ao povo amigo venezuelano. 

Por Carlos Lima - Professor Educomunicador 

Imagem : Pixabay

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